Lugar de Mulher é onde ela quiser!

Quando se pensa no Dia Internacional da Mulher, é muito comum relacioná-lo ao incêndio em Nova York, ocorrido em 1911. Ainda assim, a história por trás dessa data tão importante nos leva a tempos anteriores ao que muitos acreditam. Ao mesmo tempo que é uma celebração antiga de uma luta feminina é também muito atual. Chega mais que eu te explico, Lolete!

Para explicar esse tema, vamos precisar trazer termos um pouco mais complexos e – por que não? – também um pouco de história. Preparada para esse momento de autodescobrimento e reflexão?

Em 1897, um incêndio na França ainda mais antigo (e pouco mencionado) se tornou base para um despertar feminino. Em maio daquele ano, um bazar de caridade organizado pela alta sociedade da região foi marcado por um acidente fatal e, em menos de quinze minutos, tudo foi tomado pelas chamas.

O que chamou atenção da mídia, no entanto, era que das 125 vítimas, 118 eram mulheres – restando um pequeno grupo de homens entre os acometidos. Na época, o Jornal L’Écho publicou “Qu’ont fait les hommes?” (“O que fizeram os homens?”, em tradução literal), afirmando que os presentes não apenas fugiram do local, como também ignoraram pedidos de socorro das mulheres.

Parece um tanto cruel, eu sei. Ainda assim, a polêmica em torno desse fatídico dia não somente lançou luz sobre algo grave, como também demonstrou uma realidade que perpetuaria por muitos anos: a desigualdade social que nós, mulheres, vivenciamos perante os rapazes. Seja nas urgências imprevistas ou nas lutas diárias, como trabalhar e/ou outras coisas banais.

Atualmente, cerca de 125 anos depois, ainda somos marcadas pela maneira como somos tratadas na sociedade, especialmente no mercado de trabalho. De acordo com a Agência Brasil, em 2019, as mulheres ainda recebiam apenas 77,7% do salário masculino. (É sério!)

E não apenas isso, como também são menos contratadas, tendo que recorrer, por muitas vezes, ao empreendedorismo como segunda via para sobreviverem com um salário digno. Isso traz uma série de reflexões que ultrapassa o campo trabalhista e nos faz questionar: qual o nosso papel?

A resposta vai muito além do que uma data instaurada pela ONU em 1975, ela está dentro de cada uma de nós, Lolete. A verdade é que, por mais que nos vitimizem (até literalmente), nos reduzam ou minimizem nossa luta, o lugar da mulher é onde ela quiser e seu papel é exatamente o que ela desejar desempenhar.

Seja como mãe, como profissional, como ativista, como sonhadora ou como uma rebelde sem com causa! Parte de sermos femininas (e feministas!) é compreender que lutamos pela liberdade e que, portanto, somos livres para sermos o que, quando e quem quisermos.

E você, quando percebeu que os anseios das mulheres faziam parte do seu despertar? Qual evento marcante mais te remete a esse início? Vem compartilhar seu relato, Lolete. Te espero nos comentários!

Beijo,

Lola Gênia.

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